sábado, 26 de janeiro de 2013

Onde se hospedar (barato) em Atenas

Bom, a minha dica como uma viajante econômica é de ficar em um hostel.

Depois de uma péssica experiência no Athenstyle, que de bom só tem a vista do roof bar para a Acrópole e o barman que virou nosso amigo, na outra noite mudamos correndo para outro.

O City Circus é o hostel número 1 no Trip Advisor, e não tem nenhuma reclamação.
É bem aconchegante, novinho, lençóis branquíssimos, toalhas felpudas e um ótimo café da manhã. O atendimento é excelente! Fica no bairro de Psiri, bem próximo a ótimos bares e restaurantes e dá pra ir a pé aos pontos turísticos e ao metrô. E o melhor, pagamos 17 euros por pessoa, e ainda você ganha 1 cerveja ou 1 taça de vinho.

 
 
 
O hostel tem detalhes de decoração de circo, como se pode ver pelo palhaço do Maurício.
 
 
 
 
 
Optamos pelo quarto para 5 pessoas (2 beliches e 1 cama de solteiro) com banheiro compartilhado (mas super limpo),. Como éramos em 4 não dividimos o quarto com ninguém.
 

Fachada do hostel

 
De um lado uma sala de estar e de outro a mesa única do café da manhã, que proporciona a integração dos viajantes e é ótimo para fazer amigos ou trocar umas dicas.
 
 
 

Mapa turístico de Atenas e seus bairros:
 
Os melhores bairros para se hospedar em Atenas é Monastiraki, Psirri e Plaka, visto que são os mais próximos dos pontos turísticos e não precisa de táxi, dá para ir a pé. Estes lugares também estão rodeados por restaurantes e bares bem charmosos, mercados e feiras. As fotos abaixo são do bairro de Psirri, onde estávamos hospedados.
 
 
 
 E assim terminamos mais um dia, com nosso amigo Joshua (aquele do início do post). Josh é inglês mas trabalha no hostel podreira. Nos levou para comer a melhor moussaka, tomar o famoso ouzo e muita cerveja.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O que comer (e beber) em Atenas

Não imaginava que ia me deleitar tanto na culinária grega. É tudo muito bom, as porções são enormes e o que é melhor: é muito barato!

Bom, a começar pelo começo! A entrada mais tradicional é a salada grega, uma delícia e bem refrescante, feita com tomate, cebola, pepino, azeitona preta e queijo feta.


A moussaka é uma espécie de lasanha feita com berinjela, creme, carne moída, batatas e uma pitadinha de canela, deixando o sabor levemente adocicado, mas muito bom. Se comer com a vista pra Acrópole então, fica mais gostoso ainda.


E não pode faltar o famoso churrasquinho grego, direto da fonte! Pedimos esse kebab para 4 pessoas, vem tanta comida que ainda sobrou.



Os pratos em geral, principalmente as carnes vem acompanhados de pita, um tipo de pão e tizatziki, uma patê feito com pepino, iogurte, alho, azeite, sal, pimeta do reino e hortelã.

Pra terminar uma refeição, e para adoradores de um cafézinho, eis o frapê de café. Eu via a todo momento todos os gregos tomando uma bebida barrenta, mas depois vi que era o café gelado.


O iogurte grego, servido com mel e frutas é o verdadeiro manjar dos deuses. O que é isso!
Eu que nem gosto de iogurte repetia umas 5 vezes (vergonha) no café da manhã. É bem consistente, um creme quase como um sorvete cremoso.


Baklavas, feita de massa folhada, nozes e pistache. Eu não comi e até hoje eu penso porqueee? A boca saliva só de lembrar dessa sobremesa.



E por último, e não menos importantes (não mesmo!), as bebidas!
O ouzo (lê-se uzo) é a principal bebida típica da Grécia, feita com a fermentação da casca da uva, e aromatizado com anis. É forte de arder a garganta, teor alcóolico por volta de 44%, tem que tomar só um aperitivo.


Mas o que mais gostei foi de um tipo de ouzo chamado Mastika, que é bem docinha, feita a base de brandy, mas também é forte. É um licor digestivo, mas eu poderia tomar uma garrafa!

Por fim a cervejinha, que não pode faltar pro brasileiro! Eu tenho preferência por cerveja forte, amarga, mas a Mythos é uma delícia pra tomar naquele calorão de Atenas, é bem levinha.



Ah, e o cardápio ninguém entende nada! E a conta é um presente de grego!
Mas é só pedir uma ajudinha para o garçom e tá tudo certo.



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Caminhando entre ruínas, o que ver em Atenas

Andar por Atenas e ver as ruínas da Grécia Antiga é como caminhar no passado, imaginando como era naquela época, como era o dia-a-dia das pessoas, dos filósofos que se consagraram pelos próximos séculos.
 
Uma vez no coração de Atenas, qualquer lugar que você olha está carregado de história.
Há ruínas em todo canto da cidade, não só nos pontos turísticos, mas até dentro das estações do metrô. Algumas descobertas são muito recentes, muitas obras feitas para receber as Olimpíadas de 2004 atrasaram devido descoberta de novas ruínas durante as escavações. 

Dentro da estação de metrô
 
Ruínas ao longo das linhas dos trens
 
Começamos nosso dia encarando a subida para a Acrópole e foi a melhor decisão, pois de manhazinha o sol não é tão forte. Uma dica é ir com roupas leves e claras (mas elas vão ficar puro pó) e uma garrafinha de água. Além é claro do protetor solar (que eu só indico, mas não uso!).

Ah, e eu não paguei nadinha, apresentei carteirinha de estudante e a entrada foi grátisss! O Fe pagou 12 euros, mas é válido para conhecer até 10 pontos turísticos durante 4 dias.

Acrópole
Akron (topo) e Polis (cidade). É a cidade alta, a 150m acima do nível do mar, construída há 450 anos a.C, foi dedicada à deusa Atena. Lá estão os principais monumentos da Grécia antiga.

O mais famoso deles é o Parthenon, foi um templo grego que servia como tesouraria, guardando reservas de moeda e metais preciosos da cidade. No século VI foi convertido numa igreja cristã e depois da invasão turca, em uma mesquita. No século 19, um diplomata britânico retirou grande parte das esculturas do Parthenon e as levou ao British Museum em Londres, o que eu acho um absurdo, pois acredito que essas peças deveriam ficar na Grécia.

 
Enfrentando a subida, pausa para descanso



As Cariátides são estátuas em forma de mulheres no lugar das colunas de sustentação do Templo de Erecteion, destinado à Atena, Hefesto e Erecteu. As que estão no templo são réplicas, e as verdadeiras estão no museu da Acrópole, sob restauração.

 

O Teatro de Dionísio é considerado o berço do teatro ocidental. Nele, eram realizadas festas anuais, danças, rituais e sacrifícios em adoração ao deus do vinho.



 
 


O Templo de Hefesto está bem mais conservado que o Parthenon, está até com o teto intacto, que no Parthenon já era. Na verdade este é o monumento grego mais preservado, nem parece que foi construído há 449 anos a.C. Conseguimos chegar bem pertinho, quase debaixo do templo.

 
 
 
  Vista da Acrópole

Ancient Agora (Ágora de Atenas)
Foi um importante local na Grécia antiga, era uma área pública onde aconteciam manifestações e discussão de opiniões. Era onde os filósofos como Sócrates expunha seus pensamentos, Havia também os mercados para comercialização de produtos na época.


 Com a Acrópole no topo

Pequena igreja do século X com o chão de mármore e interior revestido por frescos bizantinos

 
O Templo de Zeus, foi contruído em homenagem ao rei dos deuses do Olimpo.
Para visitação é o mais sem graça, pois não restou muito do templo e fica distante da Acrópole, andamos cerca de 30 minutos debaixo de sol e não há muito o que ver. Mas historicamente é interessante, pois restaram somente 15 colunas das 104 originais. Ao longo dos tempos o templo foi depredado para retirada do mármore para outras construções em Atenas. A coluna que está caída foi decorrente a uma tempestade em 1852.


Museu da Acrópole
Este museu abriga os achados arqueológicos da própria Acrópole.
Foi construído sob antigas escavações e são 3 andares com o chão de vidro, para vermos as ruínas no solo. As cariátides originais estão lá, assim como partes do Parthenon. Algumas peças expostas estão "faltando pedaços", que estão em museus ao redor do mundo. Lá vemos que muitas esculturas foram descobertas muito recentes, algumas em 2010, e os vídeos mostram o trabalho de restauração.

 

Praça Syntagma, onde está o Parlamento Grego.


Coisas interessantes achadas no meio do caminho...

 
 
 
 
E foi assim que terminamos a noite em Atenas, no nosso hostel, tomando uma Mythos (cerveja local) e com essa bela vista da Acrópole.

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